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the chief, 19, paulistana. dramática, exagerada, curiosa, teimosa, inteligente, preguiçosa. e que mais? saiba aqui.

+ indie/punk/classic/alternative rock. Punkrock bubblegum like Ramones (copiado diretamente da Wikipedia, gooo!). new romantics. mpb. cinema. literatura. cor azul. sorvete. chocolate.

- bossa nova. cigarro. hipocrisia. white stripes. e outras coisas que não lembro. 

moderadora - fórum street team
soulseek + last.fm + orkut + não clique

          ______         words of poison

diário notório - de conhecimento público e/ou de má fama. de 'notorious', canção do duran duran.
desde janeiro/2004.
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11.3.07

141. Das reflexões

Porque de repente me deu vontade de mudar tudo isso. Estou com vontade de não escrever mais sobre mim, mas de escrever sobre qualquer outra coisa. Escrever sobre as pessoas, todas aquelas que estão perto de mim, as que não estão também. De repente deu vontade de partir para um layout simples ao extremo, mas objetivo. Sem excessos. Também me deu vontade de jogar tudo fora e começar de novo, até num novo endereço, mas eu já não consigo mais me desligar daqui. O Notorious tem sido um pedaço de mim durante esses últimos anos, não raro muito mais vivo do que eu mesma. Durante a existência desse blog, eu passei por uma porção de experiências, conheci e desconheci muitas pessoas, e minha forma de pensar, agir, ser mudou consideravelmente. Eu já não sou mais aquela menininha que acreditava em contos de fadas e achava que sua vida seria um deles. Se por fora eu ainda pareço aquela menininha, por dentro as coisas são outras. Estou consideravelmente mais dolorida, mais cética, mais hostil até. Eu já não tenho mais a mesma paciência com as pessoas, talvez porque eu já tenha sido suficientemente agredida por elas.

De qualquer forma, há algum tempo eu não atualizo esse weblog. Não que isso faça alguma grande diferença, o BloggerMan não atualiza há mais tempo que eu - resta saber se este ainda vive ou se algum dia realmente existiu.

Eu detesto esse layout com todas as minhas forças. KC é tão divertido, mas o layout é poluído e tem a cor mais feia de todas.

Mentira. Convenhamos, eu já conheço todos os sintomas, já conheço a doença, já sei o que está acontecendo, não tem porque ficar enrolando e fingir que eu não estou em mais uma crise já tão conhecida. O estranho seria um período longo sem crises. Mais ainda, um período com novidades, com uma adaptação a algo radicalmente diferente de tudo que eu já experimentei nessa minha não tão longa vida.

Então vamos ao assunto em si: estar no meio de seres do sexo masculino (numa proporção 80/8 ou vice-versa, sei lá. enfim, o número menor representa a quantidade feminina) e em vários momentos ser a única guria entre eles pareceu divertido - e geralmente é. Mas o problema surge no momento em que você se sente a estranha no ninho, completamente solitária - daqueles momentos confusos onde você se sente solitária no meio de uma multidão.

E tudo isso me confunde, me deixa perdida. Chega a ser aterrador em alguns momentos. Uma sensação sufocante, de 'eu não sei até quando vou agüentar isso'. Mas basta alguém ser gentil ou divertido e a sensação se dissipa. Coisas que você deve saber: sensações são feitas de vento. Mas ela nem sempre se dissipa facilmente e algumas vezes resolve voltar - Coisas que você deve saber: tormentos nunca acabam. E aí a solução (?) é engolir e fazer de conta que tudo vai muito bem, obrigada. Assim as pessoas pensam que você é cheia de auto-estima, feliz (você ri de tudo, não ri?) - mas Frejat já disse sabiamente que rir de tudo é desespero.

E poutz, eu tinha dito algo sobre não falar de mim mesma aqui. Às vezes o desabafo é irresistível, mas eu queria que isso aqui fosse além de um simples 'diário', um local para desabafos. Eu gostaria que fosse um local para reflexões, estudos e observações sobre os seres humanos em geral, não só sobre mim. Mas enfim, eu chego lá qualquer dia desses.

the chief às 19:03 |

24.12.06

140. quem é vivo às vezes aparece

por mais incrível que pareça, aqui estou. bateu-me agora aquela vontade insuportável de expressar alguma coisa, e como o domínio do Renanzito está numa espécie de hiatus, voltei para o tão familiar Notorious.

não, isso não significa que eu vou voltar ao ritmo de posts de antigamente, nada disso. eu não sou mais aquela, eu já não tenho mais tanto a dizer (ou talvez tenha e simplesmente tenha descoberto que muitas vezes é melhor não dizer), eu já não tenho mais vontade de postar com freqüência. eu não tenho mais ânimo de comentar os blogs de quem quiser, embora eu ainda visite 'secretamente' aqueles que mais me agradam.

acho que o que me motivou a escrever hoje foi justamente o fato de hoje ser 24 de dezembro e restarem pouco menos de duas horas para o Natal. ou melhor dizendo, o fato de eu estar me sentindo tão desanimada, tão vazia justamente nesta data. não que ultimamente eu tenha sido uma grande ball of joy, mas essa época de festas nos últimos tempos tem sido tão sem graça que eu chego a desejar que ela não chegue nunca. quando eu era criança, esse período de Natal+Ano Novo+meu aniversário era tão alegre e mágico. hoje já não resta qualquer magia daqueles tempos. e como Murphy é meu amigo, a família resolve que o Natal é a melhor ocasião pra encher a paciência dos parentes (a.k.a. e incluindo eu) que preferem distância de reuniões de família onde a hipocrisia e/ou um festival de brigas reina.

e eu queria ser Peter Pan, nunca crescer. por que crescer tem que doer tanto?

the chief às 22:24 |

26.5.06

139. Questionário

Porque há muito tempo eu não posto um questionário aqui. Porque eu me sinto culpada quando eu não consigo atualizar esse blog. Porque questionários são legais, oh sim.

Mesmo porque isso aqui vai acabar em breve e oh, era surpresa. Ou melhor, ainda é. Quem viver, verá. E o primeiro engraçadinho que vier aqui estragar a surpresa será devidamente chutado. *que malvada*

[ Questionário roubado de alguém (não sei quem. se foi você, grita lá na imensidão amarela e ganhe seus devidos créditos) ]

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS:
- cor do cabelo: castanho. já foi castanho-avermelhado, castanho-acobreado, e segundo a caixinha da tintura, o tom original é castanho médio.
- como é seu cabelo: comprido e cacheado (chapinha? nem morta.)
- cor dos olhos: castanhos.
- usa óculos de grau: sim, sim. óculos de aro vermelho \o/.
- usa aparelho nos dentes: não, não.
- usa brinco: de vez em quando, porque eu tenho alergia. *mesmo assim, eu sou teimosa e uso, haha*
- tem tatuagens: não, não. você tá querendo que meu pai me deserde? haha
- tem piercings: não, não. você tá querendo que meu pai me assassine?
- altura: algo acima de 1,50 m.
- manequim: ahn, boa pergunta.
- calçado: 36/37, dependendo do calçado.

CORAÇÃO:
- tem mágoas: todas elas.
- está apaixonado: não.
- está a fim de alguém: não.
- namora? não.
- tem melhor amiga: com toda a certeza. tenho uma melhor amiga e uma mana e elas são absolutamente únicas.
- a quem você pede conselhos: geralmente, para as supracitadas melhor amiga e mana (que não é minha mana de verdade, mas que eu considero como se fosse).
- quem sabe todos seus segredos: só eu. mas as supracitadas melhor amiga e mana sabem da maioria deles.
- com quem você chora: sozinha. eu não curto chorar na frente das pessoas, só o faço quando é inevitável ou então quando confio para caramba na pessoa.
- sonho: eu nunca me lembro do que sonho. :\

VIDA:
- seus pais ainda estão juntos: sim.
- quantos irmãos: uma, e já é mais do que o suficiente.
- mora com: pai, mãe e irmã.
- estuda: ahn, estudar? ah, eu faço curso. tecnicamente isso é estudar, mas na prática definitivamente não.
- trabalha: ahn, trabalhar?

THIS OR THAT:
- preto/branco: azul. ok, branco.
- rosas/margaridas: rosas.
- cerveja/licor: licor.
- cabelo longo/curto: tanto faz. o meu longo.
- botas/sapatos: tênis, haha. ok, botas.
- luz/sombra: meia-luz.
- dia/noite: noite.
- cedo/tarde: humm, depende.
- cidade/campo: cidade.
- praia/montanha: na verdade, nenhum dos dois. mas se eu tivesse mesmo que escolher, montanha.

FAVORITOS:
- veículo: qualquer um conversível.
- flor: orquídea.
- perfume: ahn, qualquer um que simular cheirinho de bebê.
- bebida: hahaha, todas!
- comida: macarrão
- música: Idlewild. *mentira, rock inglês em geral*
- filme: no momento, 'Inspetor Bugiganga'. Pode parecer bobagem, mas eu adoro o Matthew Broderick e me bateu uma vontade imensa de ver esse filme.

NA REAL, VOCÊ:
- é psicótico: I guess so.
- muda de personalidade: ahn, não. mas como eu sou muito confusa e contraditória, na prática é como se eu tivesse várias personalidades ao mesmo tempo.
- é obsessivo: humm, depende.
- é compulsivo: mesmo acima.
- sofre de pânico: geralmente não. mas aglomeração de pessoas prestando atenção em mim me deixam em pânico.
- é ansioso: geralmente.
- é depressivo: algumas vezes.
- é suicida: não, jamais teria coragem de me matar. a sorte é justamente essa, eu ser extremamente medrosa.
- é ciumento: dependendo da pessoa e do momento, sim. mas geralmente sou pouco ciumenta.
- é amado: por poucos, mas ainda creio que exista alguém no mundo que me ame.
- é odiado: e como!

VOCÊ JÁ
- teve um amigo imaginário: claro, quem já não teve?
- ficou mais de 5 horas com alguém no telefone: não, nem tanto assim. minha mãe me enforcaria bem antes disso. haha
- teve uma briga de verdade: infelizmente já tive várias.
- sentiu-se atraido por alguem do mesmo sexo: não que eu me lembre.
- esteve em um acidente de carro: não, a menos que um leve atropelamento na infância conte.
- roubou algo: já, emoticons e nicks da dona Anita Caroletz da Silva Sauro.
- fumou maconha: não.
- ficou tão bêbado que nem lembrava o nome: não, não.

VOCÊ ACREDITA EM:
- deus/diabo: não.
- você: poucas vezes.
- seus amigos: não, em pouquíssimos amigos eu ainda acredito, mas na grande maioria, não. se é que eles podem ser chamados de amigos, é claro.
- aliens: não, mas o livro ('Alien - O Oitavo Passageiro') é muito bom.
- amor: já acreditei muito, hoje em dia não sei ao certo.
- vida após a morte: não sei se existe, mas não pretendo descobrir tão cedo.
- destino: isso não existe.

AGORA
- está feliz: definitivamente não. mas deixa todo mundo pensar que sim.
- está cansado: estou sempre cansada.
- está sozinho: felizmente sim.
- que horas são: 03:21.
- que dia é: 26 de maio.
- onde está: no escritório do meu pai em casa.
- o que está fazendo: conversando no msn, sentindo meus dedos doerem de tanto frio e tirando as teias de aranha daqui.

♪ crazy beat, blur.

the chief às 03:22 |

10.5.06

138. chame isso aqui como quiser, não fará diferença alguma

nota: os espaços "vazios" no meio do texto não estão realmente vazios. são palavras "impróprias" e/ou spoilers. para lê-los, arraste o cursor do mouse sobre o espaço, selecionando o texto.

porque eu vou escrever isso pra você. pra você. você mesmo, que não vai ler isso (ou vai e nem se importará). porque você me disse que estaria ao meu lado mesmo quando estivesse ausente. porque você vai se reconhecer nessas linhas. porque eu sou tão idiota que entrego o ouro para o bandido como quem entrega um doce a uma criança. e porque quem fala não é a garota que chorou seus (des)amores nos seus ombros. é aquela que te viu chorar nos ombros alheios - porque o teu fardo sempre foi muito pesado para os meus ombros.

porque eu vi tua mensagem hoje e quase nem tive coragem de abri-la; pensei em deletar sem ao menos ler. porque de repente eu me senti tão mal, senti que o mundo era feio e triste, que as pessoas não valiam absolutamente nada, que tudo era tão hipócrita e confesso, me deu uma certa síndrome de Frederick Clegg (ou num sentido mais amplo, de Holden Caulfield, para os mais 'descolados'). é, de novo. não existem aqui loterias esportivas que eu possa ganhar nem artistas que eu possa seqüestrar apenas para admirá-los, guardá-los na minha própria coleção particular, apenas para meu próprio deleite.

porque eu te vejo sempre na rua, mesmo querendo não ver, e meu coração parece que vai explodir. de raiva, talvez. de raiva de quem? de mim, de você? de mim porque meus olhos insistem em te ver (mesmo quando você não me vê; seus olhos sempre só viram o que você desejava ver) e eu quero correr para bem longe dali, mas é como nos piores pesadelos - eu não consigo sair do lugar.

porque mesmo você cometendo faltas que mandaram recentemente outros amigos para o limbo, - e eu tenho sido tão intransigente ultimamente que qualquer falta, por menor que seja, faz com que eu "risque" alguém da minha vida como se ela fosse a lista da Noiva (se bem que não há aqui um Bill para me vingar) - mesmo assim, mesmo passando por cima de mim mesma, você ainda está aqui e incrível, eu ainda posso te ver por aí sem virar o rosto para o outro lado.

mas você sabe, eu sou deveras complicada. eu guardo mágoas, eu perdôo mas não esqueço, eu amo e odeio na mesma intensidade. eu sou tanto Frederick Clegg quanto Miranda Grey, e deveria ser objeto de estudo no campo psiquiátrico. eu não sou pessimista por opção, mas por histórico. se eu quero e se eu gosto, não vinga. e quando eu não espero ou especialmente se não quero, então as coisas acontecem. mas foda-se, porque talvez meu caminho tenha de ser assim mesmo.

eu poderia até ousar dizer que amo mais do que tudo, mas não seria verdade. eu amo a mim mesma antes de todos os outros - e esse foi o único trunfo que me restou. porque até teimosia e orgulho podem servir de proteção a um coração partido por palavras duras, ações impensadas/estúpidas e esperanças vãs.

porque nós já fizemos tantas merdas que eu não sei onde está a solução. porque os meus erros vêm basicamente de minhas falhas de caráter e você sabe disso. eu sou vingativa e rancorosa e isso afasta as pessoas - e dizer que não as quero por perto é uma atitude meramente defensiva. os seus erros são aparentemente mais nobres (e onde mesmo um erro poderia ser nobre?) - você age mais por amor do que por instinto, mas eu sou do tipo que apanhou demais da vida e está sempre na defensiva e cujo instinto é o de se defender ao mínimo ataque, custe o que custar. no momento, essa suposta defesa custa-me caro, talvez um pouco mais do que eu posso pagar. isto aqui não é Dogville e não existe uma grande vingança no final. e a única coisa que eu tenho a dizer é algo que não condiz muito comigo, mas que é "foda-se". eu quero literalmente que boa parte das pessoas se fodam, ou não, não quero. eu quero que elas sejam felizes, mas muito longe, muito longe mesmo de mim. but there will be no white flag above my door.

o que elas não entendem é que eu quero ficar no cantinho escuro chorando minhas mágoas. porque elas terão de acabar - as lágrimas ou as mágoas.

e então eu fico aqui perdida, querendo uma bússola, um mapa, qualquer coisa. algo ou alguém que me salve.

porque, no fundo, o que eu realmente necessito é me achar.

p.s.: eu tenho toneladas de prêmios (muito obrigada!) para postar aqui e a seção "prêmios" está absurdamente desatualizada. eu cuidarei disso mais tarde, creio, assim como visitarei todos os amáveis blogueiros que dedicaram um pouco do seu tempo vindo aqui lendo minhas bobagens. eu prometo, prometo mesmo que vocês receberão uma gentil visita assim que eu puder sentar diante do computador por tempo suficiente para fazê-lo. enquanto isso, eu peço desculpas (como sempre) pela ausência de posts e comentários de minha parte.

♪ sultans of swing, dire straits.

the chief às 18:05 |