a pequena
notável
thelma. 18 verões. são paulo/sp. capricorniana. tímida. curiosa.
preguiçosa. sensível (ex). teimosa. perfeccionista. chorona
(ex). inteligente (dizem). gentil (dizem). exagerada. dramática. porém muito
alegre, acredite.
$1,247,000.00.
alimente-a.
poderia viver só de música, cinema, miojo, conversas no msn durante a
madrugada, noites (ou devo dizer manhãs?) de sono, passeios, amigos, doces,
amor, computador e mais algumas coisinhas.

14.12.05
126. auto-análise no blog, veja se pode?
Aviso aos navegantes:
Este é um post longo, chato e confuso. Você não precisa ler nem comentar se realmente não quiser fazê-lo.
Ah, outro aviso: os comentários do blog agora serão respondidos na própria caixinha de comentários deste blog. É, vocês vão entender assim que clicarem lá. =)
Eu mereço um Oscar. Tenho desempenhado meu papel de moça feliz com tanta perfeição que até eu mesma quase acredito.
Um dia a boneca de pano acorda e vê como sua vida até ali foi uma farsa. Todos os seus sentimentos, pensamentos, atitudes, ideologias, tudo era apenas uma grande piada. Ela era a palhaça do circo, a boba da corte, e todos riam de suas frustradas tentativas de ser alguém.
Então, ela passa a fingir que está tudo bem. Faz das mentiras dos outros sua verdade absoluta, sonha o sonho alheio, vive uma vida que não é sua. Ela engana aos outros e a si mesma com sua concepção da Terra do Nunca/País das Maravilhas.
Mas isso não duraria para sempre, a mentira tem pernas curtas e a consciência é inflexível como o aço. Enquanto todos pensam que ela está feliz, ela sofre em silêncio, afinal o sacrifício nunca é reconhecido.
E como é doloroso crescer, como é complicado seguir o caminho que teoricamente é o certo. Mas ela olha para esse caminho e vê apenas cacos de vidro e corações alheios. Ela deve seguir esse caminho apenas pela atraente luz que ela vê ao longe? Ela deve mesmo machucar a si mesma e aos outros por algo que ela ainda nem sabe o que é?
Ela não sabe ainda direito o que quer nem o que deve fazer, ou talvez já saiba e esteja negando isso. E talvez ela deva parar de escrever na terceira pessoa.
Acho que na verdade, eu desejo mesmo "violentar" as pessoas com minhas palavras (talvez porque não possa fazê-lo fisicamente), com a verdade que existe por trás das cortinas, debaixo dos tapetes, no fundo dos armários. Mesmo porque seu espanto é o meu deleite, a sua careta é meu sorriso. O seu herói é meu inimigo, o seu gosto é meu desgosto. Mas sua dor é minha tragédia, sua alegria é meu êxtase, e meu coração é seu, todo seu. E tudo o que eu quero é que você olhe pra mim de verdade, que veja que existe algo a mais por trás da boneca.
é um post confuso? Bom, talvez ele o seja mesmo, já que confusa é meu estado de espírito atual. É como estar com o destino das pessoas nas minhas mãos - a felicidade delas é a minha ruína. E a recíproca não é necessariamente verdadeira neste caso. "A felicidade construída em cima da tristeza alheia nunca será plena", eu ouvi. E qual felicidade não gera tristeza em outra (s) pessoa (s)?
E então, a boneca decide se entregar, se render. Ela revela a farsa que é.
OK, eu sou uma grande farsa. Eu nem sei ao certo o que sou, e me questiono tanto sobre mim mesma que talvez eu seja um grande ponto de interrogação esperando por uma resposta satisfatória. Aliás, eu nunca devo ter saído daquela fase da infância em que perguntamos tudo. Eu questiono tudo e todos, inclusive (e talvez principalmente) a mim mesma.
"Conhece-te a ti mesmo", disse o filósofo Sócrates. Quem sou eu? Eu mesma não conheço-me e desejaria intensamente saber essa resposta.
♪ century after century, idlewild
mi-chan às 02:08 |